Governo deve investir R$ 35 milhões para construção de 8 escolas na Terra Yanomami
A Terra Indígena Yanomami deve receber oito novas escolas a partir de um investimento de R$ 35 milhões do governo federal, por meio do Novo PAC. O projeto prevê atendimento inicial de 1.505 pessoas em uma região com cerca de 30 mil habitantes.
As unidades serão implantadas em áreas da Amazônia, com adaptação à realidade das comunidades indígenas e foco em estruturas duráveis.
O secretário do Novo PAC, Roberto Garibe, destacou o caráter histórico da iniciativa.
“A construção de escolas indígenas através do Novo PAC responde a uma necessidade histórica em nosso país. Esse investimento estará aliado à identidade cultural, ao modo de vida e às tradições do povo Yanomami”, declarou.
O mapeamento das localidades foi conduzido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC).
O processo considerou dados do Censo Escolar e a portaria conjunta entre o MEC e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Na Portaria nº 1, de 25/02/2026, foram estabelecidos critérios para formalização de projetos estaduais de construção ou ampliação de escolas indígenas.
O FNDE terá até 28 de abril para analisar e aprovar as propostas apresentadas pelos estados.
Após aprovação, os projetos seguirão para análise da Caixa Econômica Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
A execução ficará a cargo dos governos estaduais.
A coordenadora-geral de Políticas Educacionais Indígenas, Pierlangela Nascimento da Cunha, afirmou que o processo envolveu consulta prévia.
“As comunidades deram a anuência, fizemos a consulta prévia e a nossa expectativa é melhorar a oferta da educação escolar indígena”, disse.
As unidades serão construídas no bioma amazônico e adaptadas à realidade local.
No Amazonas, serão atendidas as comunidades de Maturacá (550), Maiá (220), Pukima (170), Curuá (70), Komixiue (100) e Estima (109).
Em Roraima, duas escolas serão construídas na Terra Indígena Yanomami, beneficiando Fuduuwaaduinha Yek’wana (163 estudantes) e Mauxiu (123 estudantes).

