Atrasos acrescentam R$ 7 milhões ao custo da Cadeia Pública Masculina de Monte Cristo
A obra da Cadeia Pública Masculina de Monte Cristo já teve um acréscimo de R$ 7 milhões em seu custo em razão dos atrasos registrados desde o início da construção, em 2018. O investimento previsto para a conclusão é de R$ 26 milhões.
Nesta segunda-feira (6), representantes do Ministério Público de Roraima (MPRR) e do Ministério Público Federal (MPF) fiscalizaram o canteiro de obras, na zona rural de Boa Vista.
A nova unidade prisional de segurança máxima ficará próxima à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC) e terá capacidade para 286 vagas.
A construção alcançou 65,09% de execução após enfrentar paralisações e cronogramas de retomada. De acordo com o promotor de Justiça de Execuções Penais, Raphael Talles Pereira, o governo de Roraima, por intermédio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), assumiu o compromisso de concluir os trabalhos ainda este ano.
“Independentemente de questões políticas, trata-se de uma obra, urgente e prioritária, que contribuirá para a redução da superlotação e para a melhor gestão da lotação dos reeducandos”, afirmou.
Segundo o procurador da República Mateus Cavalcanti, a fiscalização permite acompanhar o cumprimento do compromisso assumido pelo estado. Ele destacou ainda a importância da ampliação de vagas no sistema prisional e defendeu que não ocorram novas paralisações.

