Roraima registra 47 pontos críticos e 9 municípios em emergência por causa das chuvas; 49 mil pessoas são afetadas

As chuvas intensas que atingem Roraima provocaram a decretação de situação de emergência em nove municípios e já afetam cerca de 49 mil pessoas, segundo o governo estadual.

O monitoramento aponta 47 pontos críticos espalhados pelo estado, além de seis bloqueios totais e quatro bloqueios parciais em rodovias e estradas. Para coordenar as ações, o governo mantém um gabinete integrado de gestão de desastres.

Os decretos de emergência abrangem Bonfim, Uiramutã, Normandia, Rorainópolis, São Luiz do Anauá, Mucajaí, Alto Alegre, Amajari e Iracema. Bonfim e Uiramutã já receberam reconhecimento federal, requisito para obtenção de recursos da União destinados à assistência humanitária e recuperação de áreas afetadas.

Entre os municípios mais atingidos estão Normandia, Uiramutã, Bonfim, Rorainópolis, Boa Vista e Cantá. Em Uiramutã, 14 comunidades indígenas permanecem isoladas. Na região do rio Maú, 23 famílias estão desabrigadas e dezenas de moradias sofreram danos.

Desde o início da operação emergencial, em 30 de maio, foram entregues 352 cestas básicas e 145 filtros ecológicos. As equipes também realizaram 562 baldeações para transporte de moradores, alcançando diretamente cerca de 2.550 pessoas.

As ações contam com apoio aéreo e militar. Um helicóptero do governo transportou três crianças que necessitavam de atendimento médico urgente, enquanto o Exército Brasileiro atua no levantamento de áreas isoladas e na avaliação da instalação de pontes temporárias.

Na terça-feira (2), representantes da Defesa Civil Nacional, Força Nacional do SUS, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) Leste e Yanomami participaram de reunião para definir novas estratégias de assistência.

A previsão do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) aponta continuidade das chuvas acima da média histórica entre maio e julho.