MPF aponta evasão alarmante entre migrantes abrigados em Roraima e cobra vagas em escolas
Uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) busca garantir o acesso à educação para cerca de 1.400 crianças e adolescentes migrantes que vivem nos abrigos da Operação Acolhida, em Boa Vista, e estão fora do sistema público de ensino. As informações foram divulgadas pelo órgão nesta segunda-feira (15).
A iniciativa é resultado de um inquérito civil que identificou um cenário de evasão escolar entre pessoas em idade obrigatória de matrícula. Segundo o MPF, a maioria dos jovens acolhidos nos abrigos não está matriculada em escolas públicas.
A investigação apontou falhas estruturais, como ausência de transporte escolar, falta de vagas próximas aos abrigos, entraves administrativos e inexistência de mecanismos formais de encaminhamento à rede de ensino.
Durante diligências nos abrigos Pricumã, Rondon I e Rondon V, o MPF entrevistou responsáveis legais por menores acolhidos. Ao todo, foram ouvidas 32 mães, responsáveis por 68 estudantes migrantes.
Dados oficiais indicam que há mais de 1,6 mil pessoas em idade escolar obrigatória nos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista. A maior parte delas permanece fora das escolas, situação classificada pelo MPF como alarmante.

