MPRR denuncia integrantes do PCC por organização criminosa armada e tráfico; 17 dos denunciados são mulheres
O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) denunciou 22 pessoas investigadas por participação no Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia envolve 17 mulheres e cinco homens apontados como integrantes da organização criminosa.
As investigações são resultado da Operação Virago, deflagrada em abril. De acordo com a Promotoria de Justiça Especializada em Crimes de Tráfico de Drogas e Decorrentes de Organização Criminosa, a facção mantinha uma estrutura organizada com divisão de funções, especialmente no chamado “setor da feminina”.
Segundo o Ministério Público, as mulheres denunciadas exerciam atividades consideradas de relevância dentro da organização, incluindo participação no “tribunal do crime”, mecanismo usado para punições internas da facção.
Entre as investigadas está “Perigosa”, apontada como responsável pelo acompanhamento de integrantes presos ou afastados das atividades operacionais. Conforme a denúncia, ela também atuava no ingresso de novos membros no grupo criminoso. A mulher ainda é investigada pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH) por suposta participação em execuções de ex-integrantes da facção.
A denúncia também cita “John Wick”, identificado como “geral da aviação”. A função estaria relacionada ao gerenciamento de pontos de tráfico de drogas e à expansão territorial do grupo criminoso. Conforme a investigação, ele participava de grupos de comunicação utilizados na coordenação de atividades ilícitas.
Outra investigada mencionada é “Rhyanna”, apontada como “disciplina da regional norte”. Segundo o procedimento, ela atuava no monitoramento de integrantes e na aplicação de regras internas da facção.
O promotor de Justiça Carlos Alberto Melotto afirmou que a investigação identificou uso de ferramentas tecnológicas para manter a comunicação e o alinhamento entre os integrantes da organização criminosa.
O MPRR pede a condenação dos investigados pelos crimes de integrar organização criminosa armada. Parte dos denunciados também responderá por tráfico de drogas.

