Investigação identifica entrega de ecstasy e haxixe e leva à prisão de motoboy; drogas são avaliadas em mais de R$ 310 mil

Uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) resultou na prisão de um motoboy de 26 anos suspeito de atuar em um esquema de tráfico de drogas por delivery no bairro Jardim Primavera, zona oeste de Boa Vista. Foram apreendidos 629 comprimidos de ecstasy e 527 gramas de haxixe do tipo “dry”, conhecido como “maconha gourmet”, avaliados em mais de R$ 310 mil. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (29).

O suspeito foi preso na terça-feira (28) e, segundo a investigação, utilizava o trabalho como entregador por aplicativo para disfarçar a distribuição de entorpecentes.

As apurações começaram após denúncias anônimas apontarem que ele fazia entregas de drogas sintéticas e derivados de maconha a consumidores de maior poder aquisitivo, especialmente em ambientes festivos e grupos restritos.

A partir dessas informações, equipes policiais passaram a monitorar a rotina do suspeito e identificaram a forma de atuação.

“Recebemos informações de que o investigado se valia da rotina de entregador para mascarar a comercialização de entorpecentes, operando com discrição para dificultar a ação policial. A partir disso, nossas equipes iniciaram o monitoramento e conseguiram identificar a dinâmica criminosa utilizada por ele”, afirmou o delegado Julio Cesar da Rocha.

Durante a operação, os agentes acompanharam o momento em que o motoboy entrou em um veículo de aplicativo e seguiu até uma residência. No local, um segundo homem entrou no carro.

Após o monitoramento, a abordagem ocorreu quando os envolvidos retornavam ao imóvel. Na mochila transportada pelo suspeito, os policiais encontraram os entorpecentes.

Foram apreendidos 629 comprimidos de MDMA/ecstasy em formato de abacaxi e um tablete de 527 gramas de haxixe tipo “dry”, que estava escondido dentro de uma garrafa térmica.

Outras duas pessoas foram conduzidas à unidade policial para averiguação, mas acabaram liberadas após o delegado não identificar elementos suficientes para autuação em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, o material apreendido poderia movimentar aproximadamente R$ 310 mil no mercado ilegal em Roraima, considerando que tanto o MDMA quanto o haxixe podem alcançar cerca de R$ 300 por grama.

“Estamos falando de substâncias com alto teor entorpecente e grande valor de mercado, frequentemente destinadas a um público seleto. Essa ação demonstra a capacidade da Polícia Civil em atingir organizações criminosas que buscam diversificar e sofisticar suas formas de atuação”, declarou o delegado.

Após os procedimentos, o suspeito, que já possui reincidência por tráfico de drogas, foi encaminhado para audiência de custódia. A prisão em flagrante foi homologada e convertida em preventiva.