Suspeito de comercializar imagens de exploração sexual infantojuvenil é preso em Boa Vista
Um homem de 30 anos foi preso no bairro Operário, zona oeste de Boa Vista, nesta terça (1º), por pedopornografia, que consiste em produzir, armazenar e comercializar material contendo imagens de abuso e exploração sexual infantojuvenil. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (2).
Segundo o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Matheus Rezende, a ação foi um desdobramento de diligências para esclarecer o desaparecimento de três adolescentes – duas de 14 e uma de 15 anos – registrado pelos familiares na segunda-feira (31).
Agentes do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD) e do Departamento de Inteligência (Deint) localizaram, nesta terça-feira, um jovem de 22 anos que afirmou ter recebido as adolescentes em sua residência, pois era amigo de uma delas, e posteriormente as levou para outro imóvel, no bairro Senador Hélio Campos, na zona oeste da capital.
Com base nas informações obtidas em investigação, equipes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), NIPD e Deint foram até o endereço indicado e encontraram o apartamento fechado.
Ao entrarem no imóvel, localizaram as três adolescentes. Pouco depois, o suspeito, que é proprietário da residência, chegou, mas não soube explicar por que as jovens estavam trancadas. Todos os envolvidos foram conduzidos à unidade policial para prestarem esclarecimentos.
Na DPCA, foi constatado que no celular do homem havia inúmeras fotos de crianças e adolescentes despidos, bem como grupos de venda de pedopornografia, além de vídeos das adolescentes desaparecidas que estavam em sua casa, tomando banho, também gravados clandestinamente, ou seja, sem a autorização das vítimas.
Em depoimento, segundo o delegado Matheus Rezende, elas relataram que enquanto duas delas estavam tomando banho, o acusado entrou no banheiro e as viu nuas. Também afirmaram que ele fez propostas para que ganhassem dinheiro fácil por meio da venda de conteúdo pornográfico.
Confissão
Em interrogatório, o homem confessou que armazenou os vídeos das meninas tomando banho em sua casa, mas alegou que não foi ele quem gravou e, sim, um primo dele que esteve no local. Também afirmou que compra fotos e vídeos sexuais de menores e faz parte de grupos de venda desse tipo de material.
O delegado disse, que além da prisão em flagrante, representou pela prisão preventiva do suspeito, em razão da gravidade de sua conduta, visto que ele ostenta uma ficha criminal extensa, respondendo por diversos crimes.
Na manhã desta quarta-feira, ele foi encaminhado para a audiência de custódia. O Poder Judiciário homologou a prisão em flagrante e a converteu em preventiva.