Procuradores do Ministério Público de Roraima receberam mais de R$ 240 mil líquidos em dezembro
Nove procuradores de Justiça do Ministério Público de Roraima (MPRR) receberam, em dezembro, rendimentos líquidos que variaram de R$ 236.192,32 a R$ 244.587,40, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do órgão. No total, os pagamentos ao grupo somaram R$ 2.151.897,47 no mês.
O maior valor individual foi destinado a Alessandro Tramujas Assad, que atua na 2ª Procuradoria de Justiça Criminal e ainda exerce função na Subprocuradoria de Justiça para Assuntos Administrativos. Ele recebeu R$ 244.587,40 líquidos. Em seguida aparece Fábio Bastos Stica, da Procuradoria-Geral de Justiça, com R$ 242.132,07.
Também figuram entre os maiores rendimentos Stella Maris Kawano Davila, da 4ª Procuradoria de Justiça Criminal, com R$ 240.097,07, e Cleonice Maria Andrigo Vieira da Silva, da 1ª Procuradoria de Justiça Cível e da Ouvidoria-Geral, com R$ 240.044,93. Roselis de Sousa, da 1ª Procuradoria de Justiça Criminal, recebeu R$ 238.576,96.
Completam a lista Rejane Gomes de Azevedo Moura, da 3ª Procuradoria de Justiça Criminal, com R$ 237.063,27; Carlos Paixão de Oliveira, da 7ª Procuradoria de Justiça Criminal, com R$ 237.011,13; Elba Christine Amarante de Moraes, da 5ª Procuradoria de Justiça Criminal e da Corregedoria-Geral; e Janaína Carneiro Costa, da 6ª Procuradoria de Justiça Criminal. Ambas tiveram rendimentos líquidos de R$ 236.192,32.
Os contracheques indicam que os valores elevados resultam da soma do subsídio com verbas classificadas como indenizatórias e outras rubricas. Apesar de os pagamentos superarem o teto constitucional do funcionalismo público, o campo referente à retenção por teto aparece zerado nas folhas de pagamento analisadas.
A soma dos rendimentos pagos aos nove procuradores equivale a 1.489 rendimentos mensais domiciliares per capita em Roraima, considerando a média de R$ 1.445 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A reportagem procurou o MPRR e a Associação dos Promotores de Roraima para comentar os valores pagos aos procuradores, mas não houve manifestação.
Com informações do Estadão

