MPF cobra pacto com Guiana e ações emergenciais após avanço do garimpo ilegal na Raposa Serra do Sol

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou medidas urgentes para conter o garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS), em Roraima. As recomendações, assinadas na sexta-feira (28) e divulgadas nesta segunda-feira (1º), tratam da necessidade de cooperação internacional e da presença de estruturas com cianeto em áreas próximas a comunidades indígenas.

A Recomendação nº 25/2025 orienta que os ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Justiça e Segurança Pública e Povos Indígenas iniciem tratativas diplomáticas com a Guiana. Operações realizadas pelo MPF, pela Polícia Federal (PF), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Exército Brasileiro confirmaram a presença de garimpos ativos no lado guianense do rio Maú.

Durante as fiscalizações, cinco balsas foram identificadas. A cooperação informal com a Força de Defesa da Guiana na Operação Fox Três resultou na inutilização de 12 acampamentos e nove dragas.

A Recomendação nº 26/2025 trata de piscinas com cianeto encontradas na região da Serra durante a Operação Fox Uno. As equipes não realizaram o descarte por falta de equipamentos e de pessoal especializado. A PF ordenou que os agentes não se aproximassem. O MPF afirma que o material oferece risco iminente à saúde das comunidades e pede ações imediatas de remediação, diagnóstico e definição de responsabilidades. O prazo para resposta é de 30 dias.