Forças Armadas atacam garimpo ilegal e destroem pista clandestina na Terra Yanomami em Roraima

Na terça-feira (17), a pista clandestina Lobo D’Almada, utilizada por garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, foi destruída pelas Forças Armadas com 350 kg de explosivos. O objetivo da ação foi impedir a extração mineral ilegal e reduzir impactos ambientais na região.

Com cerca de 400 metros, a pista ficava a 232 km de Boa Vista e funcionava como ponto estratégico para entrada de maquinários pesados, combustíveis, mantimentos, peças de reposição e transporte de pessoal.

O deslocamento de tropas e equipamentos contou com apoio de três aeronaves: UH-15 Super Cougar da Marinha do Brasil, HM1 Pantera do Exército e H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB).

A ação integra a Operação Catrimani II, iniciada em abril de 2024 pelo Ministério da Defesa, em articulação com a Casa de Governo em Roraima, empregando cerca de 400 militares das três Forças e recursos fluviais, terrestres e aéreos, com foco em segurança pública, fiscalização, proteção ambiental e inteligência.

Até terça-feira, foram realizadas 975 ações de repressão ao garimpo ilegal, causando prejuízo de R$ 664,9 milhões. Foram apreendidos 561 maquinários, 50 embarcações, 7 aeronaves, cerca de 19 mil litros de combustíveis, armamentos, drogas, cassiterita e mercúrio.

A operação resultou na prisão de 58 pessoas e na destruição de 142 acampamentos. A força-tarefa do governo federal mantém um cronograma contínuo para controlar rotas logísticas do garimpo e reforçar a presença do Estado no território.

A destruição da pista evidencia a estratégia de impedir que novos pontos de apoio logístico facilitem a mineração ilegal e preserva áreas de importância ambiental e cultural.

A operação permanece ativa, monitorando a região para evitar que outras infraestruturas clandestinas sejam usadas para sustentar o garimpo.