Empresa acusada de golpe de mais de R$ 1 milhão em consórcios é alvo de operação policial em Boa Vista
A Polícia Civil de Roraima deflagrou uma operação contra uma empresa suspeita de aplicar fraudes milionárias em consórcios e financiamentos falsos de imóveis. A operação, batizada de Credencial Falsa, ocorreu nesta quinta-feira (2) em Boa Vista, Manaus e São Luís. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados após denúncias de mais de cem vítimas.
As ações policiais em Roraima se concentraram no Centro de Boa Vista e no bairro São Bento. A operação foi coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio da Delegacia de Defesa do Consumidor (DDCON) e de polícias civis dos outros dois estados.
De acordo com a investigação, a empresa atraía interessados por meio de anúncios em redes sociais, prometendo contemplação imediata para quem contratasse consórcios de imóveis ou veículos. Os consumidores eram convencidos a pagar valores altos de entrada, dos quais apenas 5% eram aplicados em consórcios reais. O restante era apropriado pela empresa sob justificativa de taxa de intermediação.
“Apenas uma pequena fração era destinada de fato a algum consórcio, o que tornava praticamente impossível que a pessoa fosse contemplada”, explicou o delegado Eduardo Patrício.
Ainda segundo a Polícia Civil, os boletos para pagamento das parcelas mensais eram emitidos em nome da própria empresa, sem qualquer vínculo com administradoras oficiais, o que reforça a fraude. Além disso, contratos falsificados e gravações de ligações forjadas também foram identificados.
A operação revelou que uma das pessoas envolvidas, com residência no Maranhão, mantinha contrato com uma administradora de consórcio e usava essa ligação para firmar um convênio informal com a empresa de Boa Vista, sem o conhecimento das administradoras.
Durante a operação, a polícia também localizou uma empresa que havia sido interditada pelo Procon em fevereiro de 2025, mas que teve equipamentos e documentos retirados irregularmente.
A orientação para a população é que evite empresas intermediárias e contrate consórcios diretamente com administradoras autorizadas.

