Regularidade das chuvas favorece plantio de soja durante janela agrícola em Roraima, aponta Inmet
A safra de soja de 2026 vem sendo beneficiada pelas condições climáticas registradas em Roraima desde o início do período recomendado para plantio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que as chuvas frequentes observadas no estado têm contribuído para o bom estabelecimento das lavouras.
O zoneamento agrícola para a cultura começou no fim de março e segue até meados de junho. Diferentemente da maior parte do país, o calendário da soja em Roraima coincide com a estação chuvosa local.
Segundo análises do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), as perdas registradas até agora permanecem reduzidas. Entre os fatores apontados estão a distribuição equilibrada das precipitações, a ausência de deficiência hídrica e as temperaturas favoráveis ao desenvolvimento das plantas.
O monitoramento climático conduzido em Alto Alegre, no norte do estado, utilizou dados de precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo para acompanhar os efeitos das condições meteorológicas sobre a produtividade da cultura.
Nos próximos estágios do ciclo produtivo, a soja exigirá maior disponibilidade de água. Por isso, a continuidade das chuvas é considerada importante para a manutenção do potencial produtivo das áreas cultivadas.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o principal sistema responsável pelas chuvas em Roraima entre abril e agosto. Durante junho e julho, período de maior intensidade da estação chuvosa, os acumulados frequentemente ultrapassam os 250 milímetros.
A tendência, contudo, é de redução gradual das precipitações a partir de agosto em razão do deslocamento sazonal da ZCIT. O cenário pode aumentar o risco de déficit hídrico, sobretudo em lavouras implantadas mais tardiamente.
Outro fator acompanhado pelos especialistas é o El Niño. Conforme previsão elaborada conjuntamente pelo Inmet, pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as chuvas entre junho e agosto podem ficar até 50 milímetros abaixo da média histórica no estado.
Com informações do Canal Rural e Inmet

