Esposa de ex-deputado condenado tem licença negada após faltar a perícias em Roraima
A servidora Rebeca Ramagem, lotada na Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR), teve negado o pedido de licença médica de 60 dias após não comparecer a duas perícias presenciais agendadas para validar o afastamento.
De acordo com a PGE-RR, a procuradora solicitou que a perícia fosse realizada de forma remota, mas a modalidade não foi autorizada. Sem a avaliação presencial, o afastamento não foi formalizado.
Na quinta-feira (19), o procurador-geral Tyrone Mourão determinou o retorno presencial da servidora. Rebeca classificou a medida como “perseguição política”.
Após a negativa da licença, ela solicitou a concessão de 78 dias de férias acumuladas a partir desta sexta-feira (20).
Divergências sobre o trabalho remoto
A PGE-RR informou que a servidora não exerce teletrabalho desde agosto de 2020. Segundo o órgão, ela também solicitou remoção definitiva para a unidade da instituição em Brasília, onde não há regime remoto.
O afastamento
Rebeca está fora das atividades desde 17 de novembro de 2025, quando iniciou férias e viajou aos Estados Unidos para acompanhar o marido, condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista.
Após prorrogar as férias até 19 de dezembro, apresentou atestado médico de 60 dias. O pedido foi negado nesta sexta-feira.
O salário bruto mensal de R$ 46 mil foi suspenso em 12 de dezembro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com informações de InfoMoney

