FICCO mira 17 gerentes do PCC em operação contra rede de tráfico em Roraima
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RR) deflagrou, nesta quinta-feira (2), a Operação Sucursal, para desarticular o esquema de tráfico de drogas operado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima. O foco da ação foi o setor varejista do grupo, responsável por abastecer diretamente usuários com entorpecentes.
De acordo com as investigações, o sistema era comandado por gerentes escolhidos pela facção para administrar os chamados “pontos de venda” ou “lojinhas”. A prática foi revelada na Operação Franchising, em novembro do ano passado, que apontou a implantação do modelo de franquia no tráfico roraimense.
O crack era a principal droga comercializada, mas também foram identificadas substâncias sintéticas e a K9. Os gerentes recebiam a droga em regime de consignação, direto de fornecedores ligados ao PCC em São Paulo.
Mesmo após prisões, o grupo mantinha a rede funcionando com novos operadores. Um dos alvos, preso no fim de 2024, transportava 14 celulares para distribuição entre gerentes substitutos. A análise dos dispositivos revelou organização detalhada, prestação de contas e vídeos com registros internos da facção.
Ao todo, 17 investigados foram identificados como responsáveis pelos pontos de venda. Eles têm passagens por crimes graves, como homicídio, estupro coletivo, roubo e corrupção de menores. As autoridades apontam que os alvos respondem por 101 crimes.
Eles devem ser indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em organização criminosa. Segundo a FICCO, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
A FICCO é formada por integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) e Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

