Associações Yanomami denunciam centralização e falta de transparência na saúde indígena
Em documento endereçado ao governo federal, sete associações representativas dos povos Yanomami e Ye’kwana criticam a gestão do Dsei Yanomami e Ye’kwana (Dsei-YY), sob responsabilidade do Ministério da Saúde. As lideranças afirmam que o distrito perdeu a autonomia na contratação de profissionais, que agora ocorre de forma centralizada por meio da AgSUS, em Brasília, sem participação da coordenação local.
A carta também denuncia ausência de dados sobre contratações e avaliações de desempenho, obras paradas em Surucucu e Boa Vista, e falta de transparência na implementação de serviços e infraestrutura básica.
Entre as principais preocupações, está o monopólio da Voare Táxi Aéreo, que realiza todas as remoções aeromédicas e transportes na região.
A empresa pertence à deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e seu marido, Renildo Evangelista Lima, alvos da operação Caixa Preta da Polícia Federal por suspeita de crimes eleitorais em Roraima.
Os indígenas relatam “práticas abusivas” da empresa, como cobrança de multas por atrasos causados pela demora na liberação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA).
Em resposta, o Ministério da Saúde afirmou que a seleção de profissionais está sendo realizada com participação do Condisi, em conformidade com recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Com informações do Metrópoles

