Tren de Aragua: de sindicato ferroviário a maior facção que domina crimes em Roraima

Originária de um sindicato de trabalhadores ferroviários na Venezuela, o Tren de Aragua transformou-se na maior organização criminosa do país e expandiu sua influência para Roraima, onde controla o tráfico de drogas, a prostituição e a violência contra refugiados venezuelanos.

A crise econômica e humanitária da Venezuela, que gera migração em massa há cerca de sete anos, facilitou a entrada do grupo no Brasil, principalmente em Roraima. O Estado, que recebe grande fluxo migratório, tornou-se polo de atuação da facção, que mantém parceria com as maiores organizações criminosas brasileiras, o PCC e o Comando Vermelho.

No âmbito da criminalidade em Roraima, a facção está ligada a diversos crimes graves. A polícia local atribui a ela o assassinato de um adolescente venezuelano em 2020 e a existência de um cemitério clandestino descoberto em Boa Vista, onde foram encontrados nove corpos, a maioria venezuelanos.

A prisão de membros da cúpula, como Antonio José Cabrera, reforça o poder da facção no Estado. O grupo controla rotas de tráfico pela fronteira de Pacaraima, movimentando armas e drogas para estados brasileiros e garimpos ilegais na Amazônia.

Autoridades ressaltam que a falta de fiscalização sobre antecedentes dos refugiados facilitou a consolidação do Tren de Aragua em Roraima, agravando o cenário de violência e insegurança.

Com informações da Folha de São Paulo